20 março 2009

QUANTO SERÁ QUE CUSTA O COMERCIAL?

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Este é o título do e-mail que o Haroldo, grande amigo da Pereira, encaminhou com os links dos filminhos que você vai ver abaixo.





Quanto custa, a Pereira nem imagina. Mas imediatamente começou a imaginar o que aconteceria se fosse aqui no Brasil, com o Barrichello, por exemplo:

• Além de não sair mais do mercadinho ou do posto, os dois primeiros clientes que entrassem teriam telefonado para vizinhos, amigos e parentes, para que eles viessem, também.
 
• Vendo o movimento, os passantes iriam aproveitar pra dar uma paradinha e conferir o que estava acontecendo.

• Muitos pediriam autógrafos, muitos outros quereriam tirar fotos com ele.

• A segurança da produção entraria em alerta.

• Em cinco minutos, vários já estariam reclamando de gente furando fila.

• Em cinco minutos e vinte segundos, a segurança da produção tentaria fazer um cordão de isolamento.

• Em seis minutos a confusão teria aumentado e alguns tentariam forçar passagem na base da porrada.

• Em seis minutos e um segundo, a segurança da produção estaria devolvendo as porradas.

• Em sete minutos, alguém teria a feliz idéia de arrancar pedacinhos do macacão do coitado.

• Em sete minutos e cinco segundos, outros estariam fazendo a mesma coisa.

• Em oito minutos a briga estaria armada e alguém chamaria a polícia, caso ela já não tivesse parado pra olhar.

• Em nove minutos a polícia pediria reforço.

• Em dez minutos os helicópteros da imprensa estariam sobrevoando o local, já que seus rádios ficam ligados na freqüência da polícia.

• Em onze minutos a multidão estaria reagindo aos policiais que, em doze ou treze minutos, estariam detonando bombas de efeito moral para tentar dissipar a turba ensandecida.

• A essas alturas, tudo estaria sendo transmitido ao vivo pela TV, sem que ninguém tivesse a mínima idéia sobre como tudo começou.

• Em catorze minutos os motolinks estariam chegando para tentar descobrir alguma coisa.

• Enquanto isso, os apresentadores estariam fazendo suposições: tudo começou com um assalto; não, foi uma tentativa de seqüestro relâmpago; não, foi briga por causa de gasolina adulterada... e dá-lhe de falar sobre a questão da gasolina adulterada, para que a cobertura não se transformasse numa simples narração de briga.

• Em quinze minutos, os motolinks ainda não teriam encontrado ninguém que soubesse da verdadeira história e já estariam começando a entrevistar vizinhos.

• Em 16 minutos, os vizinhos (que também não saberiam de nada) começariam a repetir as suposições que estariam ouvindo pelo rádio ou TV, ou então acrescentado outras: não, foi aquele funcionário demitido que veio pra se vingar; não, foi o marido ciumento da moça do caixa que veio pra bater nela... e dá-lhe de falar sobre a questão da violência contra a mulher, porque a questão da gasolina adulterada já teria cansado.

• Em 17 minutos as ambulâncias começariam a chegar para atender aos feridos.

• Em 18 minutos a área seria isolada e os desocupados da cidade já estariam se dirigindo ao local de ônibus ou automóvel.

• Em 19 minutos os primeiros desocupados chegariam e já começariam a dar suas opiniões para a imprensa.

• Em 20 minutos um dos primeiros da fila seria identificado dentro de uma ambulância e contaria a história, mas ninguém acreditaria nele.

• Em 21 minutos a produção teria conseguido tirar o piloto - semi-nú e com leves escoriações - pela porta dos fundos e evacuar o local.

• Em 22 minutos o marido ciumento da moça do caixa apareceria pra dizer que não tem nada a ver com isso e que já não bate nela desde que foi chamado na delegacia da mulher.

• Em 23 minutos a situação estaria mais ou menos controlada, com alguns presos, alguns feridos e ninguém que soubesse esclarecer o que havia acontecido.

• Em 24 minutos o pessoal do estabelecimento seria inquerido, mas todo mundo duvidaria da história. Especialmente os apresentadores de TV, que a essas alturas já teriam conseguido se convencer das próprias suposições.

• Em 25 minutos a paz seria reestabelecida e teria início uma investigação sobre o assunto.

• No dia seguinte, a polícia pediria as fitas das câmeras de segurança.

• Em poucos dias sairia o laudo e as imagens seriam transmitidas por todas as emissoras de TV.

Pronto. O comercial estaria feito. (Quase) sem filmagem, sem finalização, sem alterações do cliente, sem plano de mídia e sem nenhuma inserção paga. Que tal?

Bem, é preciso deixar claro que esta é uma obra de ficção, e que qualquer semelhança com fatos ou possibilidades reais terá sido mera coincidência.

24 janeiro 2009

COMO UTILIZAR OS SERVIÇOS DE UM MÉDICO

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A Pereira recebeu este texto por e-mail e, é claro, repassou para alguns amigos médicos. Imediatamente, 2 deles perguntaram quanto custaria publicá-lo na primeira página de algum jornal de grande circulação. Como a Pereira sabe que o preço é alto demais para um médico, resolveu dar a sua modesta (porém digna) colaboração.

MANUAL BÁSICO DE COMO UTILIZAR OS SERVIÇOS DE UM MÉDICO

Coisas que o cliente precisa saber

1. MÉDICO dorme.

Pode parecer mentira, mas MÉDICO precisa dormir como qualquer outra pessoa. Não o acorde sem necessidade! Esqueça que ele tem telefone em casa. Ligue para o consultório.

2. MÉDICO come.

Parece inacreditável, mas é verdade. MÉDICO também precisa se alimentar, e tem hora para isso. Inclusive durante seu plantão!

3. MÉDICO pode ter família.

Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo um MÉDICO, a pessoa precisa descansar no final de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar sobre DOENÇAS, internações, receitas, etc.

4. MÉDICO, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro.

Por essa você não esperava, não é? É surpreendente, mas MÉDICO também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos, consome Lexotan para conseguir relaxar, etc. E o fundamental: pode parecer bizarro, mas os livros para 'UPLOAD' do profissional, os cursos, o operacional do consultório e a administração disso tudo não acontecem gratuitamente. Impressionante, não? Entendeu agora o motivo dele cobrar uma consulta?

5. Ler, estudar é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada.

6. NÃO É POSSÍVEL examinar pacientes pelo telefone. Precisa comentar?

7. De uma vez por todas, vale reforçar: MÉDICO não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal. Ele precisa examinar os pacientes para entender e interpretar sintomas e poder chegar a diagnósticos. Se quiser um milagre,
tente uma macumba e deixe o pobre do MÉDICO em paz.

8. Em reuniões de amigos ou festas de família, o MÉDICO deixa de ser MÉDICO e reassume seu posto de amigo ou parente, exatamente como era antes dele passar no vestibular e no exame de residência. Não peça conselhos sobre como usar remédios, dicas de fitoterápicos ou drogas alternativas, intuir sobre prognósticos e, muito pior, não peça dicas de condutas médicas a serem tomadas, após, é claro, uma completa exposição dos fatos e 'aqueles' infelizes comentários sobre o 'outro' MÉDICO que está 'tocando' o caso e que 'parece que está levando fazendo pouco caso do problema'.

9. Não existe apenas um 'parecerzinho', uma 'opiniãozinha' - qualquer parecer ou opinião tem que ser pensada, estudada, analisada e, é claro, deve ser cobrada (igual àquele advogado, que você paga para fazer dar a mesma opiniãozinha; ou àquele engenheiro, àquele dentista, etc). Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do MÉDICO suportável.

10. Quanto ao uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o MÉDICO pode estar fazendo alguma coisa que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo. Nas situações acima, o MÉDICO pode atender? Sim, ele pode até atender desde que seja pago por isso (igual àquele advogado, ou àquele engenheiro, àquele dentista, etc). É desnecessário dizer que nesses casos o atendimento tem custo adicional, como em qualquer outro tipo de prestação de serviços (igual àquele advogado, ou àquele engenheiro, àquele dentista, etc).

11. Antes da consulta: por favor, marque hora (como faz com qualquer outro profissional liberal, lembra?). Se você pular essa etapa, não fique andando de um lado para o outro na sala de espera e nem pressionando a secretária. Ela não tem culpa da sua ignorância. Ah! E não espere que o MÉDICO vá te colocar no horário de quem já estava marcado só porque vocês são amigos ou parentes. Se tiver fila, você vai ficar por último. Só venha sem marcar se for caso de emergência (tipo: minha sogra foi internada, meu filho foi atropelado). O MÉDICO vai ser solidário a você, com certeza.

Agora, caso o chamado de emergência seja fora do expediente normal de trabalho, o custo da consulta também será fora do normal, ok? (igual àquele advogado, ou àquele engenheiro, àquele dentista, etc).

12. Repetir a mesma pergunta mais de 15 vezes não vai fazer o MÉDICO mudar a resposta, nem alterar a 'sua' história.

13. Quando se diz que o horário de atendimento do período da manhã é até 12h, não significa que você pode chegar às 11h55. Se você pretendia cometer essa gafe, vá depois do almoço. O mesmo vale para a parte da tarde: vá no dia seguinte.

14. Na hora da consulta, basta que esteja presente o cliente e no máximo um acompanhante. Por favor, deixe o cunhado, os amigos do cunhado e seus vizinhos com os respectivos filhos nas casas deles. Não fique bombardeando o MÉDICO com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência.


ATENÇÃO:


15. Infelizmente para você, a cada consulta o MÉDICO poderá examinar apenas um único PACIENTE. O acompanhante que marque uma consulta para si.

16. O Advogado não deixará de cobrar a consulta só porque você já gastou 'demais' com medicamentos e outros médicos.


O Engenheiro não deixará de cobrar seus honorários só porque o preço do azulejo está alto.

O Dentista não deixará de cobrar sua consulta só porque a cola da dentadura está com preço elevado.

Os MÉDICOS, além de não terem sido os criadores do ditado 'O barato sai caro', também não foram os criadores dos problemas de saúde. Por isso, pense bem antes de ter um plano de saúde "meia-boca".


A propósito: se alguém souber quem é o autor, por favor, conte para a Pereira. Ela gostaria muito de poder dar os créditos e, principalmente, os parabéns.

13 janeiro 2009

O ENTERRO FANTASMA

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Faz tempo que a Pereira queria documentar essa história. Tanto que, desta vez, foi só o protagonista começar a contá-la, que ela até largou a caipirinha pra segurar a câmera com as duas mãos.

23 novembro 2008

ORDEM NO GALINHEIRO

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Entendeu?

24 setembro 2008

O ACORDO ORTOGRÁFICO EM PORTUGUÊS CLARO

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Quem foi alfabetizado até 1971 certamente lembra de alguns acentos imprescindíveis como, por exemplo, o circunflexo do advérbio "tôda", que tinha a importante função de diferenciá-lo do substantivo "toda", com o "o" aberto. O que você não lembra, ou melhor, jamais soube - a não ser que seja um daqueles gramáticos responsáveis pela mudança ortográfica global da língua portuguesa de 1943 - é que "toda" é um passarinho australiano que até os zoólogos locais desconheciam completamente.

Isso explica o espírito da tal mudança global, mas nem de longe justifica a abolição de três letrinhas "supérfluas" do alfabeto. Afinal, se elas foram julgadas e condenadas porque podiam ser facilmente substituídas pelo V, pelo I e pelo C, por que cargas d'água ainda somos obrigados a usar S e X com som de Z, X e SS com som de C e o diabo do C cedilha? Por falta de opção eu juro que não é.

Mas, enfim, são águas passadas: em 1971 os novos gramáticos decidiram reformar a reforma dos antigos gramáticos, libertando-nos da maior parte dos acentos diferenciais e daquele acento grave dos velhos cafèzinhos e das palavras terminadas em "mente".

De lá pra cá, foram trinta e sete anos de sossego. Tempo mais do que suficiente para que até eu aprendesse a escrever de maneira decente. E agora vai ficar melhor ainda, porque os novíssimos gramáticos, desta vez com apoio da comunidade lusófona, decidiram reformar a reforma dos novos gramáticos e transformar esta nossa língua tão simples em algo mais fácil ainda.

Começaram pelas letras supérfluas, que agora deixam de ser supérfluas e voltam para o alfabeto. Muito nobre, mas nenhuma providência contra o C cedilha, que jamais esteve no alfabeto embora figure em todos os teclados.

Depois aboliram a trema, o que não faz a menor diferença: tanto a lingüiça como a linguica têm o mesmíssimo valor calórico e quem é dado à delinquencia não vai se recuperar por causa isso.

Também decidiram que "não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas", mas que "as oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis continuam a ser acentuadas". Ou seja: se você conseguir que um adolescente normal compreenda a instrução e aplique a regra, será o meu herói. Com acento.

E que "nas palavras paroxítonas não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo, mas se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final ou seguidos de s, o acento permanece". Excelente. O tuiuiú deve estar exultante.

Se por um lado fizeram algumas mudanças lógicas como, por exemplo, eliminar o acento das palavras terminadas em êem e ôo, por outro criaram o álibi perfeito para mal-entendidos, derrubando o acento diferencial entre pára e para.

Pêlo e pelo, tudo bem. Pólo e polo, a gente entende. Mas será que a interpretação de "trânsito pesado para a cidade" é tão óbvia assim?

Mas a gente releva porque, afinal, graças a Deus os acentos diferenciais de singular e plural dos verbos ter e vir permaneceram. Afinal, todo mundo sabe que, do ponto de vista prático, nunca fez a menor diferença saber se é para "parar alguma coisa" ou se é "para alguma coisa", mas sempre foi indispensável deixar bem claro que frases como "vocês vêm comigo" e "vocês vem comigo" têm significados completamente diferentes, até porque uma está certa e a outra está errada. Viu só como esta regra tem sentido?

Isso sem falar no novo emprego do hífen, sobre o qual só vou tecer três pequenos comentários:

1. Tudo o que você conhece hoje por panamericano passou a ser, oficialmente, pan-americano.

2. "Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição", seja lá o que isso queira dizer.

3. "Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte". Ah bom! Agora tudo ficou muito mais claro, pra mim.

Maluco mesmo era o Mário de Andrade que, há 64 anos, fez a seguinte declaração: "Acredito que a questão ortográfica tem contribuído muitíssimo para a desordem mental no Brasil".

Então é isso?

23 setembro 2008

SEXO, DROGAS E ROLLING STONES

Primeiro você vê o filme. Depois, a Pereira conta o que está achando do livro.

09 setembro 2008

Sable Horses

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A Ilha Sable, ou Sable Island, é uma pequena ilha arenosa de apenas 34 km² de superfície. São cerca de 42 km de comprimento por 1,5 km de largura máxima, e sua maior altitude não ultrapassa os 30 m. Está situada no Oceano Atlântico Noroeste, a cerca de 180 km da província canadense de Nova Escócia. Tem a forma de um longo cordão dunar, resultado da constante migração das areias que são empurradas pelos ventos e pelas correntes marinhas.

Na Ilha Sable não existem árvores. 40% da superfície são recobertos por pastos de gramíneas resistentes ao sal e outras vegetações rasteiras, e a abundância de chuva e a baixa evaporação permitem a formação de múltiplas lagoas de água doce.

Localizada sobre uma plataforma continental pouco profunda e com grande quantidade de areia e cascalho rolado, a ilha emerge de um vasto conjunto de bancos de areia em constante mudança, o que torna a zona muito perigosa para a navegação.

Vivem na ilha cerca de 250 cavalos selvagens.

Alguns acreditam que seus ancestrais tenham sido deixados em Sable por um mercador de Boston que jamais voltou para buscá-los. Outros, que tenham sobrevivido a naufrágios e se refugiado lá.

O fato é que, depois de 300 anos de isolamento, hoje eles constituem uma raça: a dos Greenhorses de Sable.

Veja as fotos e filmes feitos por Roberto Dutesco. Além de belíssimos, são uma mostra da doçura e da civilidade que o ser humano poderia ter.


Chasing Wild Horses - Clip 2 of 4 from Roberto Dutesco on Vimeo.


Chasing Wild Horses - Clip 1 of 4 from Roberto Dutesco on Vimeo.


Chasing Wild Horses - clip 4 of 4 from Roberto Dutesco on Vimeo.

08 setembro 2008

Haydn - Concerto nº 2 em Ré Menor - 2º movimento

A Pereira (imagina só que audácia) nunca havia achado Haydn um compositor assim, digamos, brilhante. Até que, há uns 20 e tantos anos, descobriu este concerto sem querer, no Lado B de um Mozart interpretado por Alícia De Larrocha. E está mordendo a língua até hoje.
Simplesmente irresistível o diálogo entre piano e cordas.

Magdalena Tagliaferro

Do início da década de 1970 ao início da de 80, a Pereira assistiu a praticamente todas as apresentações de Magdalena Tagliaferro em São Paulo. Esta gravação infelizmente não tem data mas, pelo comprimento do cabelo do regente Carlos Alberto Pinto Fonseca, dá apostar que ela estava lá, encarapitada em alguma cadeira do lado esquerdo do balcão ou do foyer.

Já pensou?

Como seria receber o Supertramp Roger Hodgson em casa, especialmente se ele resolvesse tocar e cantar pra você e seus amigos? Pois isso aconteceu aqui em São Paulo e deixou a Pereira rolando de inveja desse rapaz, o Walter!

Vale tudo: a Pereira concorda em gênero, número e grau.

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O som e a fúria de Tim Maia, biografia deliciosamente escrita por Nelson Motta, vale tudo, mesmo: cada tostão e cada minuto investidos na leitura. E a Pereira, que já tem por hábito descobrir os sons de que mais gosta (no mínimo) uns 10 anos depois que a "moda" acabou, mais uma vez encontrou referências sensacionais. O livro tem até um site que traz todas as músicas que cita. Uma pena que tal site não funcione na plataforma Macintosh.

29 agosto 2008

A Pereira adora todos os gatos, mas se identifica mais com esta coisinha meiga, aí.

Especialmente no que se refere às preferências gastronômicas, é claro.

28 agosto 2008

série E-MAIL DO LEITOR

Achei sensacional o esquete (é, escrevo assim mesmo, recuso-me a usar a palavra equivalente em inglês - sketch) que você publicou no Blablablas.
Só não concordo com uma coisa: a meu ver você ainda não está precisando de um "psiquiatra para a sua cabeça..."
Boa semana.
Beijos. Haroldo.


RESPOSTA DA EDITORA:
Olha que eu grito! Rararará!

Não adianta: a Pereira não resiste.

Lá vai mais um comentário sobre essas bandas que produzem ruídos desagradáveis em vídeos truncados do YouTube:
Gente, a Pereira adora Supertramp! E, além disso, tem certeza de que Fool's Overture foi composta especialmente pra ela! Rarararará!

13 agosto 2008

Bobagens que a Pereira adoraria de ter escrito, mas recebeu por e-mail - 1

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Querido Diário,


Hoje começo a fazer dieta.
Preciso perder 8 kg. O médico aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito.
 Sinto-me de volta à adolescência, mas estou muito empolgada com tudo. 
Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso vai ser tudo de bom.



Primeiro dia de dieta:

Um queijo branco. Um copo de diet shake. Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve. Uma leve dor de cabeça, talvez.



Segundo dia de dieta:

Uma saladinha básica, algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhosa. 
A cabeça dói um pouquinho mais forte, mas nada que uma aspirina não resolva.


Terceiro dia de dieta:

Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito. Achei que fosse ladrão mas, depois de um tempo, percebi que era o meu próprio estômago.
 Roncando de dar medo. Tomei um litro de chá. Fiquei fazendo xixi o resto da noite.


Anotação:
Nunca mais tomo chá de camomila.



Quarto dia de dieta:

Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritada, mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor. Janaína comeu uma torta alemã hoje no almoço, mas eu resisti.


Anotação:
Odeio Janaína

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Quinto dia de dieta:

Juro por Deus que se vir mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! 
No almoço, a salada parecia rir da minha cara. Gritei com o boy, hoje! E com a Janaína. 
Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Gisele na capa. 
Minha meta. Não posso perder o foco.



Sexto dia de dieta:


Estou um caco. Não dormi nada essa noite. E o pouco que consegui, sonhei com um pudim de leite. 
Acho que mataria hoje por um brigadeiro.



Sétimo dia de dieta:

Fui ao médico. Emagreci 250 gramas.
Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato. Só faltando mugir e perdi 250gramas! 
Ele explicou que isso é normal. Mulher demora mais para emagrecer, ainda mais na minha idade. 
O FDP me chamou de gorda e velha!



Anotação:
Procurar outro médico.



Oitavo dia de dieta:

Fui acordada, hoje, por um frango assado. Juro! Ele estava na beirada da cama, dançando can-can.



Anotação:

O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito, hoje. Janaína diz que é porque estou parecendo o Jack do "Iluminado".



Nono dia de dieta:

Hoje não fui trabalhar. O frango assado voltou a me acordar, dessa vez dançando a dança-do-ventre. 
Passei o dia no sofá vendo TV. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária. 
Ensinaram a fazer torta de morangos, salpicão e sanduíche de rocambole.

Anotação:
Comprar outro controle remoto. Num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.

Décimo dia de dieta:

Eu odeio Gisele B.

Décimo-primeiro dia de dieta:

Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. 
O boy não entra mais na minha sala e as secretárias encostam na parede quando eu passo.



Décimo-segundo dia de dieta:

Sopa.



Anotação:
Nunca mais jogo pôquer com o frango assado. Ele rouba.



Décimo-terceiro dia de dieta:

A balança não se moveu. Ela não se moveu! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar. 
Assustado, o médico sugeriu um psicólogo. Acho que chegou a falar em psiquiatra. 
Será que é porque eu o ameacei com um bisturi?



Anotação:

Não volto mais ao médico. O frango acha que ele é um charlatão.



Décimo-quarto dia de dieta:


O frango me apresentou a uns amigos. A picanha é super gente boa e a torta, embora meio enfezada, é um doce.



Décimo-quinto dia de dieta:


Matei a Gisele B! Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha em casa.



Anotação:

O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. 
Mas foi em legítima defesa: ele me ameaçou com um pedaço de salame.



Décimo sexto dia:

Não estou mais de dieta. Aborrecida com o frango, comi ele junto com o pão. 
E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce.



Frase do dia:



"Estou fazendo a dieta da sopa: deu sopa, eu como!"


A Pereira recebeu este texto por e-mail e não tem idéia de quem possa tê-lo escrito. Se você souber ou descobrir, por favor, compartilhe a informação com o Blablablas: essa pessoa merece receber os créditos e os parabéns.

mais um da série E-MAIL DO LEITOR

A Pereira fez a postagem abaixo, saiu do Blablablas e foi consultar sua caixa-postal. Olha só o que ela encontrou:
Já adivinhou quem foi a gaúcha que mandou?