23 novembro 2008

ORDEM NO GALINHEIRO

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Entendeu?

24 setembro 2008

O ACORDO ORTOGRÁFICO EM PORTUGUÊS CLARO

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Quem foi alfabetizado até 1971 certamente lembra de alguns acentos imprescindíveis como, por exemplo, o circunflexo do advérbio "tôda", que tinha a importante função de diferenciá-lo do substantivo "toda", com o "o" aberto. O que você não lembra, ou melhor, jamais soube - a não ser que seja um daqueles gramáticos responsáveis pela mudança ortográfica global da língua portuguesa de 1943 - é que "toda" é um passarinho australiano que até os zoólogos locais desconheciam completamente.

Isso explica o espírito da tal mudança global, mas nem de longe justifica a abolição de três letrinhas "supérfluas" do alfabeto. Afinal, se elas foram julgadas e condenadas porque podiam ser facilmente substituídas pelo V, pelo I e pelo C, por que cargas d'água ainda somos obrigados a usar S e X com som de Z, X e SS com som de C e o diabo do C cedilha? Por falta de opção eu juro que não é.

Mas, enfim, são águas passadas: em 1971 os novos gramáticos decidiram reformar a reforma dos antigos gramáticos, libertando-nos da maior parte dos acentos diferenciais e daquele acento grave dos velhos cafèzinhos e das palavras terminadas em "mente".

De lá pra cá, foram trinta e sete anos de sossego. Tempo mais do que suficiente para que até eu aprendesse a escrever de maneira decente. E agora vai ficar melhor ainda, porque os novíssimos gramáticos, desta vez com apoio da comunidade lusófona, decidiram reformar a reforma dos novos gramáticos e transformar esta nossa língua tão simples em algo mais fácil ainda.

Começaram pelas letras supérfluas, que agora deixam de ser supérfluas e voltam para o alfabeto. Muito nobre, mas nenhuma providência contra o C cedilha, que jamais esteve no alfabeto embora figure em todos os teclados.

Depois aboliram a trema, o que não faz a menor diferença: tanto a lingüiça como a linguica têm o mesmíssimo valor calórico e quem é dado à delinquencia não vai se recuperar por causa isso.

Também decidiram que "não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas", mas que "as oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis continuam a ser acentuadas". Ou seja: se você conseguir que um adolescente normal compreenda a instrução e aplique a regra, será o meu herói. Com acento.

E que "nas palavras paroxítonas não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo, mas se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final ou seguidos de s, o acento permanece". Excelente. O tuiuiú deve estar exultante.

Se por um lado fizeram algumas mudanças lógicas como, por exemplo, eliminar o acento das palavras terminadas em êem e ôo, por outro criaram o álibi perfeito para mal-entendidos, derrubando o acento diferencial entre pára e para.

Pêlo e pelo, tudo bem. Pólo e polo, a gente entende. Mas será que a interpretação de "trânsito pesado para a cidade" é tão óbvia assim?

Mas a gente releva porque, afinal, graças a Deus os acentos diferenciais de singular e plural dos verbos ter e vir permaneceram. Afinal, todo mundo sabe que, do ponto de vista prático, nunca fez a menor diferença saber se é para "parar alguma coisa" ou se é "para alguma coisa", mas sempre foi indispensável deixar bem claro que frases como "vocês vêm comigo" e "vocês vem comigo" têm significados completamente diferentes, até porque uma está certa e a outra está errada. Viu só como esta regra tem sentido?

Isso sem falar no novo emprego do hífen, sobre o qual só vou tecer três pequenos comentários:

1. Tudo o que você conhece hoje por panamericano passou a ser, oficialmente, pan-americano.

2. "Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição", seja lá o que isso queira dizer.

3. "Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte". Ah bom! Agora tudo ficou muito mais claro, pra mim.

Maluco mesmo era o Mário de Andrade que, há 64 anos, fez a seguinte declaração: "Acredito que a questão ortográfica tem contribuído muitíssimo para a desordem mental no Brasil".

Então é isso?

23 setembro 2008

SEXO, DROGAS E ROLLING STONES

Primeiro você vê o filme. Depois, a Pereira conta o que está achando do livro.

09 setembro 2008

Sable Horses

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A Ilha Sable, ou Sable Island, é uma pequena ilha arenosa de apenas 34 km² de superfície. São cerca de 42 km de comprimento por 1,5 km de largura máxima, e sua maior altitude não ultrapassa os 30 m. Está situada no Oceano Atlântico Noroeste, a cerca de 180 km da província canadense de Nova Escócia. Tem a forma de um longo cordão dunar, resultado da constante migração das areias que são empurradas pelos ventos e pelas correntes marinhas.

Na Ilha Sable não existem árvores. 40% da superfície são recobertos por pastos de gramíneas resistentes ao sal e outras vegetações rasteiras, e a abundância de chuva e a baixa evaporação permitem a formação de múltiplas lagoas de água doce.

Localizada sobre uma plataforma continental pouco profunda e com grande quantidade de areia e cascalho rolado, a ilha emerge de um vasto conjunto de bancos de areia em constante mudança, o que torna a zona muito perigosa para a navegação.

Vivem na ilha cerca de 250 cavalos selvagens.

Alguns acreditam que seus ancestrais tenham sido deixados em Sable por um mercador de Boston que jamais voltou para buscá-los. Outros, que tenham sobrevivido a naufrágios e se refugiado lá.

O fato é que, depois de 300 anos de isolamento, hoje eles constituem uma raça: a dos Greenhorses de Sable.

Veja as fotos e filmes feitos por Roberto Dutesco. Além de belíssimos, são uma mostra da doçura e da civilidade que o ser humano poderia ter.


Chasing Wild Horses - Clip 2 of 4 from Roberto Dutesco on Vimeo.


Chasing Wild Horses - Clip 1 of 4 from Roberto Dutesco on Vimeo.


Chasing Wild Horses - clip 4 of 4 from Roberto Dutesco on Vimeo.

08 setembro 2008

Haydn - Concerto nº 2 em Ré Menor - 2º movimento

A Pereira (imagina só que audácia) nunca havia achado Haydn um compositor assim, digamos, brilhante. Até que, há uns 20 e tantos anos, descobriu este concerto sem querer, no Lado B de um Mozart interpretado por Alícia De Larrocha. E está mordendo a língua até hoje.
Simplesmente irresistível o diálogo entre piano e cordas.

Magdalena Tagliaferro

Do início da década de 1970 ao início da de 80, a Pereira assistiu a praticamente todas as apresentações de Magdalena Tagliaferro em São Paulo. Esta gravação infelizmente não tem data mas, pelo comprimento do cabelo do regente Carlos Alberto Pinto Fonseca, dá apostar que ela estava lá, encarapitada em alguma cadeira do lado esquerdo do balcão ou do foyer.

Já pensou?

Como seria receber o Supertramp Roger Hodgson em casa, especialmente se ele resolvesse tocar e cantar pra você e seus amigos? Pois isso aconteceu aqui em São Paulo e deixou a Pereira rolando de inveja desse rapaz, o Walter!

Vale tudo: a Pereira concorda em gênero, número e grau.

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O som e a fúria de Tim Maia, biografia deliciosamente escrita por Nelson Motta, vale tudo, mesmo: cada tostão e cada minuto investidos na leitura. E a Pereira, que já tem por hábito descobrir os sons de que mais gosta (no mínimo) uns 10 anos depois que a "moda" acabou, mais uma vez encontrou referências sensacionais. O livro tem até um site que traz todas as músicas que cita. Uma pena que tal site não funcione na plataforma Macintosh.

29 agosto 2008

A Pereira adora todos os gatos, mas se identifica mais com esta coisinha meiga, aí.

Especialmente no que se refere às preferências gastronômicas, é claro.

28 agosto 2008

série E-MAIL DO LEITOR

Achei sensacional o esquete (é, escrevo assim mesmo, recuso-me a usar a palavra equivalente em inglês - sketch) que você publicou no Blablablas.
Só não concordo com uma coisa: a meu ver você ainda não está precisando de um "psiquiatra para a sua cabeça..."
Boa semana.
Beijos. Haroldo.


RESPOSTA DA EDITORA:
Olha que eu grito! Rararará!

Não adianta: a Pereira não resiste.

Lá vai mais um comentário sobre essas bandas que produzem ruídos desagradáveis em vídeos truncados do YouTube:
Gente, a Pereira adora Supertramp! E, além disso, tem certeza de que Fool's Overture foi composta especialmente pra ela! Rarararará!

13 agosto 2008

Bobagens que a Pereira adoraria de ter escrito, mas recebeu por e-mail - 1

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Querido Diário,


Hoje começo a fazer dieta.
Preciso perder 8 kg. O médico aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito.
 Sinto-me de volta à adolescência, mas estou muito empolgada com tudo. 
Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso vai ser tudo de bom.



Primeiro dia de dieta:

Um queijo branco. Um copo de diet shake. Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve. Uma leve dor de cabeça, talvez.



Segundo dia de dieta:

Uma saladinha básica, algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhosa. 
A cabeça dói um pouquinho mais forte, mas nada que uma aspirina não resolva.


Terceiro dia de dieta:

Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito. Achei que fosse ladrão mas, depois de um tempo, percebi que era o meu próprio estômago.
 Roncando de dar medo. Tomei um litro de chá. Fiquei fazendo xixi o resto da noite.


Anotação:
Nunca mais tomo chá de camomila.



Quarto dia de dieta:

Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritada, mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor. Janaína comeu uma torta alemã hoje no almoço, mas eu resisti.


Anotação:
Odeio Janaína

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Quinto dia de dieta:

Juro por Deus que se vir mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! 
No almoço, a salada parecia rir da minha cara. Gritei com o boy, hoje! E com a Janaína. 
Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Gisele na capa. 
Minha meta. Não posso perder o foco.



Sexto dia de dieta:


Estou um caco. Não dormi nada essa noite. E o pouco que consegui, sonhei com um pudim de leite. 
Acho que mataria hoje por um brigadeiro.



Sétimo dia de dieta:

Fui ao médico. Emagreci 250 gramas.
Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato. Só faltando mugir e perdi 250gramas! 
Ele explicou que isso é normal. Mulher demora mais para emagrecer, ainda mais na minha idade. 
O FDP me chamou de gorda e velha!



Anotação:
Procurar outro médico.



Oitavo dia de dieta:

Fui acordada, hoje, por um frango assado. Juro! Ele estava na beirada da cama, dançando can-can.



Anotação:

O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito, hoje. Janaína diz que é porque estou parecendo o Jack do "Iluminado".



Nono dia de dieta:

Hoje não fui trabalhar. O frango assado voltou a me acordar, dessa vez dançando a dança-do-ventre. 
Passei o dia no sofá vendo TV. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária. 
Ensinaram a fazer torta de morangos, salpicão e sanduíche de rocambole.

Anotação:
Comprar outro controle remoto. Num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.

Décimo dia de dieta:

Eu odeio Gisele B.

Décimo-primeiro dia de dieta:

Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. 
O boy não entra mais na minha sala e as secretárias encostam na parede quando eu passo.



Décimo-segundo dia de dieta:

Sopa.



Anotação:
Nunca mais jogo pôquer com o frango assado. Ele rouba.



Décimo-terceiro dia de dieta:

A balança não se moveu. Ela não se moveu! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar. 
Assustado, o médico sugeriu um psicólogo. Acho que chegou a falar em psiquiatra. 
Será que é porque eu o ameacei com um bisturi?



Anotação:

Não volto mais ao médico. O frango acha que ele é um charlatão.



Décimo-quarto dia de dieta:


O frango me apresentou a uns amigos. A picanha é super gente boa e a torta, embora meio enfezada, é um doce.



Décimo-quinto dia de dieta:


Matei a Gisele B! Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha em casa.



Anotação:

O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. 
Mas foi em legítima defesa: ele me ameaçou com um pedaço de salame.



Décimo sexto dia:

Não estou mais de dieta. Aborrecida com o frango, comi ele junto com o pão. 
E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce.



Frase do dia:



"Estou fazendo a dieta da sopa: deu sopa, eu como!"


A Pereira recebeu este texto por e-mail e não tem idéia de quem possa tê-lo escrito. Se você souber ou descobrir, por favor, compartilhe a informação com o Blablablas: essa pessoa merece receber os créditos e os parabéns.

mais um da série E-MAIL DO LEITOR

A Pereira fez a postagem abaixo, saiu do Blablablas e foi consultar sua caixa-postal. Olha só o que ela encontrou:
Já adivinhou quem foi a gaúcha que mandou?

E-MAIL DO LEITOR

Minha amiga Marieta, editora chefe do Parla, Marieta! (o link está na coluna da esquerda, em A Pereira recomenda), criou a série e-mails fofinhos, em que reproduz algumas mensagens que recebe. Como a Pereira não agüenta ficar pra trás, mas também não quer ser acusada de copiar ninguém, acaba de criar a série E-MAIL DO LEITOR, na qual reproduzirá algumas mensagens que recebe.
Como você pode ver, embora a Pereira tenha se inspirado "naquela que parla, e como parla!", trata-se de um conceito totalmente inédito - e ainda por cima divulgado em letras maiúsculas - que irá revolucionar as mídias escrita, falada, televisiva e clicada.

O primeiro E-MAIL DO LEITOR não poderia ser de outra pessoa senão Lili Colibri, ou Mami para os íntimos.
Gaúcha de Porto, Mami Lili morou por muito tempo em São Paulo. Até que, há exatos 15 anos, demonstrou ter juízo e decidiu mudar de cidade. Entrou em acordo com o marido paulistano e lá se foram os dois morar naquele paraíso que fica no meio do caminho entre São Paulo e Rio Grande do Sul: Florianópolis.
A Mami é uma daquelas figuras incríveis que de vez em quando aparecem na vida da gente. Incondicionalmente apaixonada por animais, é uma pessoa amiga, divertida, inteligente, sensível, talentosa e rabugenta. E é muito de tudo isso.
Foi no modo “um-tanto-quanto-rabugenta” que escreveu o e-mail abaixo para a Pereira (sei disso porque, se ela estivesse no modo "rabugenta-total", certamente a Pereira não teria coragem de publicar o e-mail dela aqui). Rararará!

Aug 12, 2008
Rô.
Esses teus comentários sobre bandas de rock nesses vídeos truncados do YouTube já cansaram, e são muito desagradáveis os "ruídos" dessas bandas. Prefiro cães, pererecas, passarinhos, morcegos e até cavalos que freqüentam teu blog. Beijão da
Mami


Ao responder, aproveitei para pedir autorização para postar as fotos que ela me mandou de sua Cão Terapia. Aí vão a resposta e as fotos:

Aug 13, 2008
Rô.
Claro que podes, querida, e aproveita para pedir que escrevam para a Rede TV! pedindo a volta do programa Late Show, pois a Luiza Mell é excelente porta-voz dos animais e está em permanente campanha de conscientização dos "humanos" em relação ao bem do animal.
Beijos
Mami


Faço minhas as palavras da Mami: vamos entrar no site da Rede TV! e pedir a volta do Late Show e da Luiza Mell: www.redetv.com.br

Repare como o cãozinho aí de cima ficou, depois dos bons tratos da Mami:

12 agosto 2008

De novo!

Tá certo: a Telefonica não tem a menor obrigação de saber que a minha linha telefônica existe desde o início dos tempos, embora eu tenha certeza de que saberia até o número de cor, caso o pagamento não estivesse em dia. Também não tem a mínima obrigação de conhecer o Blogger, que é coisa nova e ainda por cima estrangeira. Mas daí a não reconhecer nem o Google já é um pouco demais, né?! Todo mundo conhece o Google. Aliás, o Google conhece a Telefonica tão bem, mas tão bem, que em 0,48 segundos me mostrou 42.700.000 resultados para o nome dela. Portanto, o que esta imagem mostra é, no mínimo, de uma deselegância danada.
Será que se eu fizesse uma busca no link proposto por eles a resposta seria diferente, ou seria mais prudente eu ligar o corretor ortográfico, mesmo?

E, por falar no Google, que maldita mania é esta de me "corrigir para o errado"? Aliás, que história é essa de me dizer com tanta propriedade o que foi que eu quis dizer, sendo que não era exatamente o que eu disse? Ê maquininha metida a besta!

11 agosto 2008

Longe de dizer que eu seja (ou tenha sido) fã nº 1 do Queen, do Elton John e (muito menos) do Axl Rose. Mas aumente o som e veja isso:

A propósito: escoceses à parte, eu nunca tinha visto uma maneira tão inquestionavelmente masculina de usar saia. E adorei.



Também nunca fui fã do George Michael. Mas, sem sombra de dúvida, a interpretação dele é irretocável e o Freddie Mercury Tribute Concert, de 1992, é um dos shows mais emocionantes que eu já vi.
Imperdível o sorriso de satisfação do Brian May, aos 3:58. Preste atenção ao lado direito da tela. Também, imagine 72.000 pessoas, brilhantemente orquestradas por um astro, cantando uma música da sua banda. Ao vivo e em cores. Me arrepio só de pensar.


E pra quem pensa que roqueiro tem QI de poça d'água, uma informação importante: este mesmo Brian May que aparece aí de colete colorido é doutor em Astrofísica, já recebeu condecorações de universidades por serviços prestados e é co-autor de "Bang! A História Completa do Universo". Durma com um solo de guitarra desses.


E já que estamos falando neste show, aí vai mais uma imperdível.
Repare no Roger Taylor pedindo bis ao microfone, logo depois que a Annie Lennox agradece.

Aliás, como foi que a Annie Lennox nunca me chamou a atenção, antes? Seria o repertório do Eurythmics?

08 agosto 2008

Justificando o inexplicável. Ou, trocando em miúdos: "falar qualquer coisa é melhor do que ficar calado".

Você já reparou nessa nova postura que o mercado vem adotando, bem na contramão do velho e prudente “em boca fechada não entra mosquito”?

Pois é. Em plena era da informática, quando acontecem estranhezas que nem o Bill Gates explica, parece que o mundo corporativo decidiu que é indispensável apresentar justificativas sobre tudo e qualquer coisa, ainda que não se tenha a mínima idéia sobre o que aconteceu ou está acontecendo.

Por exemplo: já não bastavam aqueles momentos em que a gente liga para o próprio telefone e uma gravação insiste em afirmar que o número não existe. Agora, também é possível clicar num link do próprio blog e receber uma mensagem como esta, que postei abaixo.

Melhor do que isso, só os desvios ativos que a Claro tem usado para justificar ligações que não se completam de jeito nenhum. Será que a turma enjoou da velha e boa falta de sinal? Rararará!
A propósito: você já reparou nesses links patrocinados? Se a gente digitar pancadaria no Google, lá vem um deles oferecendo pancadaria a ótimos preços. Será que eu mereço?